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“Outubro” – O ritmo da revolução

Oktiabr, também apresentador em alguns países, como Estados Unidos e Inglaterra, com o título (John Reed) de Os Dez Dias Que Abalaram o Mundo, data de 1927. É o terceiro filme da carreira de Sergei M. Eisenstein, que, além de cineasta, foi um dos maiores (senão o maior) teórico da chamada sétima arte. Bastam dois livros, como O Sentido do Filme e A Forma do Filme, sem falar em suas reflexões, para consagrá-lo. Depois de Griffith, foi o primeiro diretor a das conseqüências ao primado da montagem. Piet Mondrian achava que, no espaço da pintura, o encontro com a linha horizontal com a linha vertical significava vida. O nosso russo, morto em Moscou e 1948, transferia isso para a montagem das células, os fotogramas.
Seu segundo filme,
O Encouraçado Potenkim, havia sido uma espécie de acontecimento do cinema – especialmente pela famosa seqüência das escadarias de Odessa. Outubro, a seguir, não foi tão bem recebido pela crítica. Mas, com o correr do tempo, parece-nos o seu filme mais criativo, pelo menos em matéria de ritmo. Era a obra da montagem intelectual, como Eisenstein a concebia – o raciocínio do espectador infere a condução significação dos fatos fílmicos.
Em
Outubro está presente – nos lances da funcionalidade – aquilo que o psicólogo da Gestalt, Max Wertheimer, batizou com o nome de isomorfismo; ou seja, a identificação fundo e forma. A fita possui um ritmo de revolução, não só ilustrativo, porém com expressão motovisual de um estado de transe. Mas, existem sempre ressalvas a fazer com relação às exibições da obra: não há uma cópia de Outubro que rime com outra. Nunca as latas de celulóide são definitivas – o que corresponde a uma fatalidade benéfica. Pois fica a idéia de ambigüidade, melhor dizendo, dialética, em torno dos acontecimentos rondando o filme. Eisenstein, por ser inteligente, foi vítima do regime burocrático de Moscou. Registre-se, além do ritmo espetacular, a fotografia de Tissé e Popov, que é praticamente um trabalho de ourivesaria. Trata-se de uma fatia da História do Cinema.

Jornal do Brasil
02/02/1979

 
Uma Odisséia de Kubrick
Revista Leitura 30/11/-1

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Jornal do Brasil 17/02/1957

Irgmar Bergman II
Jornal do Brasil 24/02/1957

Ingmar Bergman
Jornal do Brasil 03/03/1957

O tempo e o espaço do cinema
Jornal do Brasil 03/03/1957

Ingmar Bergman - IV
Jornal do Brasil 17/03/1957

Robson-Hitchcock
Jornal do Brasil 24/03/1957

Ingmar Bergman - V
Jornal do Brasil 24/03/1957

Ingmar Bergman - VI (conclusão)
Jornal do Brasil 31/03/1957

Cinema japonês - Os sete samurais
Jornal do Brasil 07/04/1957

Julien Duvivier
Jornal do Brasil 21/04/1957

Rua da esperança
Jornal do Brasil 05/05/1957

A trajetória de Aldrich
Jornal do Brasil 12/05/1957

Um ianque na Escócia / Rasputin / Trapézio / Alessandro Blasetti
Jornal do Brasil 16/06/1957

Ingmar Berman na comédia
Jornal do Brasil 30/06/1957

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