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"O Grande Ditador" - O fascismo é ridículo

O Grande Ditador (programado para amanhã, 21h, em sessão conjunta da Cinemateca do Museu àe Arte Moderna e Cineclube Macunaíma) teve seu primeiro lançamento em 15 de outubro de 1940. Na obra de Charles Chaplin não ocupa o lugar de Luzes da Cidade, (City Lights), Tempos Modernos (Modern Times), Monsiuer Verdoux, Em Busca do Ouro (The Gold Rush) ou mesmo daquele inesquecível curto, Rua da Paz (Easy Street). Mas carrega nos seus 126 minutos de projeção a marca de quem foi o cineasta por excelência e, talvez, o maior artista do século.
Chaplin ê aquele "óbvio ululante" cunhado por Nelson Rodrigues. Enquanto Eisenstein, mais teórico, mais "importante", vai ficando cada vez mais museológico, no correr do tempo, ele está vivo, não somente para os cineclubes, mas, principalmente, para a emoção. Conseguiu ser participante porque envolveu todo mundo - do intelectual ao homem simplório. Todos choravam e rimavam. Ou como registrou o nosso grande poeta Carlos Drummond de Andrade, "como um segredo dito ao homem do povo caído na rua". E não foi só Drummond. Outros poetas; como Maiakovski e Aragon, sentiram o ímpeto de dedicar versos ao eterno vagabundo. ·
Em
O Grande Ditador vê-se que ninguém melhor que Chaplin para ridicularizar o fascismo. O fascista pensa que é dono da verdade, é o anticômico, o antilírico. A resposta do grande artista é impecável na cena do globo terrestre, quando o ditador da Tomania, Hynkel (evidentemente, Adolph Hitler), brinca, julgando ser onipotente. É preciso lembrar que - embora de 1940 - trata-se do primeiro filme falado de Chaplin. Em nosso entender, ficou exageradamente longo, com passagens desnecessárias. Aliás, o famoso reviewer, Bosley Crowder, do New York Times, disse a respeito: "Nenhum acontecimento da história do cinema jamais foi antecipado com maior excitação esperançosa do que a premiere desse filme"... "O Grande Ditador pode não ser o melhor filme já feito - de fato, possui vários momentos desapontadores. Mas, apesar deles, veio a se tornar uma indiscutível grande realização de um indiscutível grande artista - e, sob determinado ponto-de-vista, talvez o filme mais significante até hoje produzido."

Jornal do Brasil
09/02/1979

 
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