jlg
cinema

  rj  
Henry Fonda volta a atirar

Para muitos, o western ainda é o "gênero por excelência", em suas implicações de ação pura. Verdade que, depois, emergiu aquela fase do assim chamado western psicológico, rejeitada pelos puristas que optam por tiros, sôcos, cavalgadas, tudo apenas condicionado pela contraposição entre o bem e o mal.
O cinema americano foi o grande veiculador do gênero - naturalmente - pois se trata de parte da história da nação. Filma-se in loco os roteiros históricos ou as estórias baseadas na História. E aí estão os grandes clássicos:
High Noon, Shane, No Tempo das Diligências, Rastros de ódio etc. Houve, contudo, de uns tempos para cá, um hiato até certo ponto inexplicável, com respeito à produção dos westerns em Hollywood. Esse interregno foi aproveitado pelos italianos e aí a praça cinematográfica ficou dominada pelos westerns made in ltaly. Mas se, geralmente, não são psicológicos (primam pela ação a cada instante, a cada fotograma) os westerns peninsulares jamais chegam a se nivelar à média do razoável, a que nos acostumara a tradição norte-americana. Falta-lhes, além da maior autenticidade, know how, administração.
Agora Hollywood, aparentemente, deseja recuperar o tempo perdido. Bons diretores e os grandes atôres atendem à reconvocação do tiroteio à sombra dos saloons, ao tique das esporas, ao toque das cavalgadas, John Wayne, Kirk Douglas e, agora, Henry Fonda estão voltando. Henry Fonda é um dos maiores atôres de Hollywood, quiçá da história do cinema. Já foi mocinho em My Darling Clementine, de John Ford, O Homem dos Olhos Frios, de Anthony Mann, ou Warlock, de Edward Dmytrick – tôdas essas fitas de sucesso e já reprisadas. Agora, incorpora-se ao retôrno, sob a direção de Burt Kennedy, e filmou O Homem com a Morte Nos Olhos (Welcom e to Hard Times), onde os ingredientes clássicos compõem o entrecho. Um malfeitor e sua quadrilha destroem a pequena comunidade, chamada Hard Times, salvando-se apenas o protagonista, uma mulher e um adolescente. Daí, é a reconstrução e a espera do bandido que – certamente - há de voltar. Nesse dia, bem e mal irão ajustar contas. Além de Fonda e da mocinha, interpretada por Janice Rule, uma série de atôres veteranos reaparece: Aldo Ray, que não emite uma palavra sequer durante a história, Janis Paige, Keenan Wynn, Alan Baxter e o veterano das séries de horror, Lon Chaney Jr.
O western continuará sendo o western: um revólver, o alvo e o espaço aberto à aventura.

Correio da Manhã
28/11/1967

 
Uma Odisséia de Kubrick
Revista Leitura 30/11/-1

As férias de M. Hulot
Jornal do Brasil 17/02/1957

Irgmar Bergman II
Jornal do Brasil 24/02/1957

Ingmar Bergman
Jornal do Brasil 03/03/1957

O tempo e o espaço do cinema
Jornal do Brasil 03/03/1957

Ingmar Bergman - IV
Jornal do Brasil 17/03/1957

Robson-Hitchcock
Jornal do Brasil 24/03/1957

Ingmar Bergman - V
Jornal do Brasil 24/03/1957

Ingmar Bergman - VI (conclusão)
Jornal do Brasil 31/03/1957

Cinema japonês - Os sete samurais
Jornal do Brasil 07/04/1957

Julien Duvivier
Jornal do Brasil 21/04/1957

Rua da esperança
Jornal do Brasil 05/05/1957

A trajetória de Aldrich
Jornal do Brasil 12/05/1957

Um ianque na Escócia / Rasputin / Trapézio / Alessandro Blasetti
Jornal do Brasil 16/06/1957

Ingmar Berman na comédia
Jornal do Brasil 30/06/1957

562 registros
 
|< <<   1  2  3   >> >|