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Max Bense vê o Brasil

MAX BENSE – catedrático de Filosofia e Teoria do Conhecimento da Universidade Técnica de Stuttgart. Bense, além de fi1ósofo e matemático, também não deixa de ser um artista, pois nos últmso anos, a par da teorização, também exerce a criação estética. Além de já haver produzido alguns textos, de acôrdo com os cânones, por êle mesmo desenvolvidos, da moderna teoria da informação e, para os quais, funcionou o método estatístico, acionado pela programação submetida ao computador eletrônico, Bense está, no momento, preparando o que denomina como um romance experimental, Zerstörung des Durstes duch Wasser (Destruição da Sêde pela Água). Natural, portanto, o interêsse profundo que possui pelos movimentos de vanguarda no terreno da arte, da estética. Em correlação, o seu interêsse pelo Brasil, aonde chega pela quarta vez, em anos consecutivos. E o prazer com que, poder-se-ia dizer, degusta o espírito brasileiro, a nossa capacidade de improvisação, a nossa inteligência que êle próprio chama prospectiva, voltada; quase sempre, em permanente projeção para o futuro. Pois, se o nosso estado de espírito seria o da experimentação constante, é esta a afinidade que o filósofo alimenta. E isto da micro à macroestrutura: da culinária até Brasília (sôbre a qual tem um capítulo escrito no seu Entwurf einer Rheinlandschaft - Esbôço de uma Paisagem Reuana), do "cafézinho" à poesia concreta, da feijoada a Guimarães Rosa. Aliás a sua assistente da cátedra e principal colaboradora, Elisabeth Walther, editôra da sene de opúsculos, Rot (vermelho), já lançou na citada coleção várias criações de escritores em língua portuguêsa, ou seja, uma antologia da nossa poesia concreta, uma traducão de O Cão sem Plumas, de João Cabral de Melo Neto, um fragmento de Fernando Pessoa, textos críticos de Haroldo de Campos. E, para breve, projeta-se a publicação na série Rot de uma antologia dos poetas concretos inglêses e de uma tradução de textos de um dos pais da semiótica, Charles Sanders Peirce, realizada por Elisabeth Walther.
Max Bense e Elisabeth Walther encontram-se aqui no Rio, êle dando um Curso na Escola Superior de Desenho Industrial, sôbre estética e teoria da informação, enquanto E. Walther já realizou um curso sôbre a teoria dos signos.

MAX BENSE, OBRAS


Raum und Ich (Espaço e eu) - 1934; Daseinsrelativitat and Quanten mechanik (A relatividade da existência e a mecânica dos quanta) - 1937; Geistes - geschichte der Mathematik I e II (História da Filosofia da Matemática) - 1948-49; Philosophie zwischen den Kriegen (A filosofia na época entre as guerras) - 1950; Rationalismus und Sensibilitat (Racionalismo e sensibilidade) - 1957; Asthetica, dividida em quatro volumes: 1 – Beobachtungen am Schonen (Observações sôbre o Belo) - 1954; 2 - Asthetik und Zivilisation (Estética e Civilização) - 1956; 3 – Asthetische Information (Informação estética) - 1958; 4 - Programmierung des Schonen (Programação do Belo) - 1960; Theorie der Texte (Teoria dos Textos) - 1962; Bestandteile des Vorüber (Componentes do Transitório) - 1962; Entwurf einer Rheinlandschaft (Esbôço de uma Paisagem Renana) - 1963; Die Frazisen Vergnügen (Os Prazeres Exatos) - 1964; e uma monografia sôbre Kafka.
Obras a serem editadas: Brasilianische Inteligenz (A Inteligência Brasileira); Abstrakte Texttheorie (Teoria Abstrata dos Textos); Zerstorung des Durstes durch Wasser (Destruição da Sêde pela Água); e um dicionário de estética, já quase pronto, que será também lançado na Itália e no Brasil – aqui, na tradução de Haroldo de Campos.

ELISABETH W ALTHER OBRAS


Einfuhrung in die mathematische Logik
(Introdução à Lógica matemática) - 1950; Francis Ponge, Analytische Monographie (Francis Ponge, Monografia analítica) - 1962; Die Grundlagen der Zeichentheorie von Charles Sanders Peirce (Fundamentos da Semiótica de Charles Sanders Peirce) - 1963; traduções de Francis Ponge, Henri Michaux e Jean. Genet.
Cronologia filosófica moderna da estética, Segundo Bense: Hegel – Zeising (fundador da teoria do nombre d'or na estética) - Christian Wiener – Theodor Fechner – Charles Sandets Peirce - Von Ehrenfels - Erich Auerbach - Bitkhoff - Zipf - Fucks - Pierre Guiraud - Abraham Moles. Alunos de Bense, que já desenvolvem o ensino de sua nova estética: Elisabeth Walther - Felix von Cube – Helmer Frank - Rul Gunzen Hauser.

Correio da Manhã
01/06/1964

 
G. S. Fraser "The modern writer and his world" - Criterion Books
Jornal do Brasil 18/08/1957

Sophokles – “Women of trachis”
Jornal do Brasil 03/11/1957

Piet Mondrian
Jornal do Brasil 01/12/1957

The Letters Of James Joyce
Jornal do Brasil 12/01/1958

O poema em foco – V / Ezra Pound: Lamento do Guarda da Fronteira
Correio da Manhã 05/10/1958

Erza Pound, crítico
Correio da Manhã 11/04/1959

Uma nova estrutura
Correio da Manhã 31/10/1959

"Revista do Livro", nº 16, Ano IV, dezembro de 1959
Tribuna da Imprensa 13/02/1960

E. E. Cwnmings em Português
Tribuna da Imprensa 04/06/1960

O último livro de Cabral: “Quaderna”
Tribuna da Imprensa 06/08/1960

Cinema e Literatura
Correio da Manhã 07/10/1961

Um poeta esquecido
Correio da Manhã 24/03/1962

A Grande Tradição Metafísica
Correio da Manhã 05/05/1962

Reta, direto e concreto
Correio da Manhã 06/06/1962

A Questão Participante
Correio da Manhã 18/08/1962

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